Confira os fundos imobiliários mais indicados em maio

Os fundos imobiliários tiveram um mês de recuperação em abril após as sinalizações de negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo, o que beneficiou os ativos de risco em geral. Com isso, o índice que acompanha as cotas dessas carteiras na B3, o IFIX, fechou o mês em alta de 1,53%. No ano, o índice acumula ganho de 4,10% e, em 12 meses, de 15,2%.

A queda modesta da taxa Selic em maio, de 0,25 ponto porcentual, não chegou a animar tanto os investidores, mas manteve a expectativa de continuidade do ciclo de cortes, que pode se acentuar nos próximos meses caso se confirme o fim da guerra no Oriente Médio e o preço do petróleo recue, reduzindo a pressão sobre a inflação.

Uma queda mais forte dos juros beneficiaria especialmente os fundos de tijolos, mas enquanto ela não se confirma, os fundos de papéis seguem ganhando com o CDI ainda elevado, na casa dos 14,50% ao ano. Já a inflação mais alta ajuda os fundos que aplicam em papéis corrigidos pelo IPCA.  

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Inflação alta

Para o BB Investimentos, o ambiente de expectativas desancoradas por conta da guerra do Irã e da alta do petróleo deve manter os juros altos por mais tempo. Nesse cenário, os fundos imobiliários de recebíveis de crédito devem se destacar no curto prazo, ao capturarem o repique inflacionário já observado no IPCA de fevereiro, para 0,70%, e março, para 0,88%, e reforçado pela expectativa para abril, de 0,89%. Já nos fundos de tijolos, o banco prefere os com carteiras mais diversificadas, com ativos de qualidade e contratos bem amarrados e longos, combinação mais defensiva em cenários de maior estresse.

Efeitos do juro alto

Daqui para frente, o ponto de atenção está nos efeitos inflacionários e de um ambiente macroeconômico mais restritivo sobre o mercado imobiliário, alerta a Empiricus Research. Juros elevados por mais tempo encarecem o custo de capital, dificultam novos projetos, reduzem a velocidade de vendas em alguns segmentos e podem pressionar empresas ou estruturas mais alavancadas, lembra a gestora.

A Empiricus cita os dados mais recentes do Índice Nacional do Custo da Construção, o INCC, que corrige contratos de imóveis na planta, e que em abril subiu 1,04% e acumula 6,3% em 12 meses, puxado principalmente por materiais como concreto, PVC e cimento, refletindo os impactos dos conflitos no Oriente Médio. “Embora as companhias já viessem sinalizando essa pressão, a deterioração do cenário pesou sobre o setor, causando uma queda de 3,8% no índice Imob em abril”, diz a gestora.

A Empiricus lembra ainda que os fundos imobiliários estão expostos ao mercado residencial majoritariamente via estratégias de crédito. “Portanto, vale uma atenção adicional a essa parcela, com foco em estratégias high grade e gestão ativa como diferencial na geração de valor”, diz a gestora.

Confira abaixo as principais indicações de fundos imobiliários de oito bancos e corretoras para maio. O destaque são fundos de logística e de recebíveis.

FundoCódigoIndicaçõesRent. Abril (%)
Bresco LogísticaBRCO1153,05
HSI MallsHSML1151,5
Kinea Rend ImobKNCR1141,6
Mauá Capital RecebíveisMCCI1144,1
Vinci LogísticaVILG1145,36
Fonte: BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus Research, Genial Investimentos, Itaú BBA, Santander Brasil, Terra Investimentos e XP Investimentos.

Entenda mais sobre os fundos mais indicados

Bresco Logística            BRCO11

Segundo o Itaú BBA, o fundo de galpões logísticos tem um portfólio de muita qualidade técnica e bem localizado, ativos bem posicionados em suas respectivas regões e locados para empresas de baixo risco de crédito, um cronograma de vencimentos de contratos confortável e uma gestão ativa na renovação de contratos e modernização de ativos. O fundo possui um dividend yield anualizado de 9,4%.

HSI Malls           HSML11

O BTG Pactual cita o portfóio de imóveis em regiões maduras e resilientes, baixo nível de inadimplência, participação majoritária em ativos, possibilidade de ganhos adicionais por meio da venda de ativos e boa liquidez.

Kinea Renda Imobiliária            KNCR11

Para o Santander Brasil, o fundo deve continuar se beneficiando de um cenário de juros elevados por um período prolongado, o que sustenta  sua atratividade como pagador de dividendos. O banco estima um retorno em dividendos de 12,8% nos próximos 12 meses e cita como positiva a recente captação de R$ 3,2 bilhões, que reforça seu caixa para compra de novos ativos.

Mauá Capital Recebíveis          MCCI11

Segundo a XP Investimentos, considerando o aumento da taxa média da carteira devido à reciclagem do portfólio, a reserva acumulada por cota de R$ 0,22 e o cenário de inflação mais elevada diante da alta do petróleo, o fundo possui condições de manter a distribuição próxima do nível atual, em torno de R$ 1,00 por cota, no primeiro semestre, seguida de uma redução no segundo, mas reforçando a atratividade do fundo em relação aos pares.  

Vinci Logística VILG11

O fundo é a preferência do Santander Brasil para o segmento logístico e negocia com preços mais atrativos em relação aos pares, com desconto em torno de 9%. O banco destaca como pontos positivos o portfólio diversificado, composto por 11 galpões, alta taxa de ocupação, de 98% e contratos de locação de longo prazo, com 78% dos vencimentos após 2028. O Santander estima um retorno em dividendos de cerca de 10% ao ano.  

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